Campanha eleitoral nas redes sociais

Em 2012, haverá eleições municipais para votar em prefeito e vereador. E desde o início da campanha eleitoral – iniciada legalmente no dia 6 de Julho – o eleitor começou a ser bombardeado com cartazes, panfletos e campanhas nas redes sociais.

Perfis de candidatos no Twitter, FanPage de candidatos no Facebook e imagens, muitas imagens compartilhadas pelos “militantes digitais”. O usuário de redes sociais se depara com campanhas digitais todo o tempo e em toda a rede. E o volume de informação deve aumentar à medida que as eleições se aproximarem, com mais candidatos adotando esse tipo de campanha e com o maior engajamento dos usuários.

Campanhas eleitorais nas redes sociais têm o potencial de gerar um alcance bastante significativo. Caso não haja a contratação de uma agência de marketing digital, pode até ser gratuita. Mas, no último caso, o amadorismo pode gerar o efeito contrário ao desejado, e o candidato terá apenas desvantagens ao adotar a campanha digital. Nas redes sociais, qualquer reclamação, piada, chacota e ironia são públicas e podem viralizar rapidamente, o que causaria prejuízos à imagem do candidato.

É justamente o comprometimento da imagem de um candidato o motivo pelo qual o Facebook quase ficou fora do ar por 24h no Brasil. Sim, o juiz Luiz Felipe Schuch havia determinado a suspensão da rede social após o pedido enviado por um vereador. Segundo o Dalmo Deusdedit Menezes, a página “Reage Praia Mole” trazia conteúdo negativo e difamava sua pessoa. Contudo e – para a felicidade de Zuckerberg e de todos os usuários do Facebook no Brasil – o juiz suspendeu a decisão.

A regulamentação das redes sociais é muito complexa. Algumas decisões podem interferir na liberdade de expressão dos usuários e caracterizar censura. Supostos “abusos” , como o denunciado pelo vereador de Florianópolis, parecem não ter solução: “O número de pessoas que lidam com as redes sociais é enorme e não há nada a ser feito em termos de regulamentação por causa da liberdade de expressão. Esse é o desafio porque há pessoas que entram na Justiça reclamando dos abusos que destroem reputações” – afirma a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia.

A ministra promete que quaisquer ilegalidades eleitorais nas redes sociais não passarão em branco: “Fraudes, abusos, corrupções terão uma resposta do TSE e dos TREs, entretanto, o uso da mídia não é regulamentada. O que precisamos saber é que, no caso das redes sociais, é que aquilo que pode ser posto por qualquer um, se atingir alguém, como essas pessoas reagem, fica na conta dos cidadãos.”

Apesar da declaração da ministra, as ações passíveis de punição e qual o tipo de punição aplicada ainda estão imprecisos, já que não há uma regulamentação específica para a internet. Então, o candidato deve traçar uma estratégia cuidadosa na sua campanha digital. Por outro lado, o eleitor-usuário deve ter paciência com o bombardeio de campanhas e não votar no primeiro que apresentar uma arte ou vídeo bacana.

Fontes: EBC ; Gizmodo ; Terra

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