Home office na balança

Trabalhar em casa é um sonho para boa parte dos profissionais das áreas em que o trabalho remoto é possível. É claro que o pessoal da limpeza não pode trabalhar em outro lugar senão na empresa. Já os profissionais de TI, marketing e produção de conteúdo podem muito bem servir a empresa de casa – só para deixar clara a diferença entre os casos.

Enquanto os funcionários sonham trabalhar em casa, nem todos os patrões gostam da ideia. O formato engessado e tradicional de cumprimento de horas de trabalho, com batida de ponto, e a fiscalização do chefe sobre o subordinado ainda atrapalham a consolidação do home office. Mas esse paradigma está mudando tende a mudar ainda mais.

A regularização do home office, com a alteração no artigo 6º da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), impulsionará ainda mais o crescimento dessa forma de exercício de trabalho. “Art. 6º. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego”.

A nova lei (confira mais detalhes) pode mudar a “visão negativa” sobre o trabalho remoto. A proteção oferecida ao empregado e ao empregador aumenta a segurança e a confiança para esse tipo de contratação. Ao mesmo tempo em que o profissional tem seus direitos garantidos, ele tem que manter a disciplina, bater as metas e seguir as instruções do chefe. Isto é, ambos os lados ganham.

Os argumentos a favor do home office são bem convincentes tanto nas vantagens a favor do funcionário, quanto a favor do patrão. O aumento na qualidade de vida do empregado é evidente: não há tempo perdido no caminho para o trabalho, não se enfrenta o terrível trânsito das grandes cidades e, portanto, é possível passar mais tempo perto da família. Pelo lado da empresa haverá redução de custos, visto que o profissional não desfrutará da estrutura da empresa usando água, papel, luz, computador, telefone e manutenção de equipamentos. No entanto, mesmo que trabalhe em casa, a empresa precisa fornecer ao funcionário a estrutura para viabilizar seu serviço, como softwares específicos, por exemplo – custo que já existia no trabalho tradicional. A redução de custos se estende ainda a economia quanto à alimentação, além da empresa não ser afetada por uma greve dos serviços de transporte coletivo – o que também beneficia o trabalhador.

Apesar das vantagens, o home office não torna o empregado se torne inatingível. Mesmo nas dependências do seu lar, o colaborador deve manter a postura para possíveis videoconferências, reuniões online e estar preparado para a “fiscalização” remota. O profissional deve ser disciplinado, manter a seriedade e cumprir as tarefas atribuídas a ele.

Para evitar futuros problemas com a Justiça quanto a horas extras e serviço noturno, por exemplo, deve haver muito cuidado na redação do contrato. Cláusulas específicas quanto ao rendimento e horas trabalhadas são indispensáveis. O ideal seria que o funcionário tivesse metas traçadas, com bom senso, para serem batidas em certo prazo. Dessa forma, é possível que o profissional se organize, desenvolva seus métodos e ganhe melhor qualidade de vida. O patrão, por sua vez, ganha um funcionário satisfeito e uma notável redução de custos.

Qual sua opnião sobre o home office? Acredita que seja uma boa alternativa para o fim do stress e a redução de custos? Sua empresa já adota esse tipo de trabalho? Compartilhe sua opinião e experiência.

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Um Comentário em "Home office na balança"

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Fabiana Ferreira | 18-7-2012 às 09:19

Este tipo de trabalho e excelente, porém o colaborador precisa ser disciplinado para que os resultados aconteçam. Trabalho deste forma, tenho muito mas qualidade de vida e sou responsável com os horários e compromissos como se eu estivesse presente na empresa.

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