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Finanças
05/10/2009
Consultor não é Salvador

Quantas vezes nos surpreendemos ao saber que determinada empresa está à beira da concordata?  O que faz com que idéias talentosas não vinguem ou que experiências de sucesso demonstrem fadiga? Algumas questões são intrigantes.

Uma é a incapacidade de o empreendedor perceber quando o jogo mudou.  Geralmente, demandas de mudança vêm do mercado, dos concorrentes, das novas tecnologias disponíveis e de outros fatores externos .

Outra é conseguir entender como e onde  tais fatores impactam sua própria organização.

Um terceiro problema vem da incapacidade de o empreendedor movimentar com destreza as diferentes peças de seu próprio jogo de xadrez.   Neste caso, o problema está dentro de casa: avaliações de curto prazo desfocadas, concentração no problema errado, investimento no produto do coração, condescendência com o recurso humano incompetente, insistência num modelo gerencial desgastado e, acima de tudo, o compromisso com o passado.

O que temos aí em comum? Com certeza, a demora em perceber que as organizações modernas são cada vez mais complexas. Problemas complexos exigem diagnóstico específico e soluções integradas. 

Nisso, o consultor pode ajudar. Quanto maior a insistência em saídas simplistas, mais rápido é o caminho para a crise. 

De certa maneira, as empresas são como as pessoas: funcionam a partir de três sistemas:  ósseo (estrutura), muscular (articulações) e nervoso (comportamentos). Somente uma atenção concentrada simultaneamente nos três é que fará com que o sistema total tenha saúde.  Muitas organizações morrem esperando que um deles resolva tudo, ou que o médico milagroso venha salvá-la ou ainda tomando  o remédio caseiro errado.
Luiz Augusto M. da Costa Leite, CMC e Vice-Presidente do IBCO
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